Uma caminhada na Quinta do Lago é sempre inspiradora. Embora predominem relvados e campos de golfe, é por estas bandas do Algarve que existe, talvez, a maior concentração de jardins de baixa manutenção, compostos, sobretudo, por muitas das nossas plantas, e muitas outras originárias de regiões do mundo com o mesmo clima Mediterrânico.
Acho que sou um respigador moderno... Não tenho uma profissão definida, não tenho colegas de trabalho, e vivo dos pequenos prazeres do dia-a-dia, difíceis de explicar. Tudo o que faço é feito com paixão e total entrega àquilo que, para muitos, não tem qualquer valor. Gosto de criar os meus jardins secretos, reciclando, sempre que possível, plantas e outras coisas que vou encontrando no meu caminho. Agradeço a visita daqueles que queiram partilhar das minhas paixões...
domingo, 11 de novembro de 2012
As variegadas alegram o jardim
Aqui está um tipo de plantas de que gosto muito, as variegadas. Designadas assim por possuírem folhas matizadas com outras cores, em que as mais comuns são os tons claros de amarelo, que conferem uma luminosidade e leveza muito interessante aos jardins, em especial nos dias de chuva.
A meu ver, são plantas alegres e que combinam na perfeição com outras de folhas só verdes.
Esta selecção de fotos que mostra Yuccas, Vincas, Aptenias, Aeoniuns, Neriuns, Agaves e Dianellas, entre outras, compõem o jardim da Catita e mostram serem perfeitas para espaços xerófilos, sobrevivendo a longos períodos de seca.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Alentejo molhado... mas rodeado de amigos!
No fim de semana anterior, fomos até ao Alentejo. Em Estremoz, ficamos no monte do Manel e, como não seria de estranhar, o acolhimento foi de cinco estrelas. Como não consigo estar parado, meti mãos à obra e, com a ajuda do Luís Montalvão, fizemos alguma plantação e colocamos umas belas pedras no jardim. Infelizmente, o tempo é sempre curto e muito ficou por fazer...
A etapa seguinte foi a vila de Barrancos, onde os nossos amigos Reis têm casa, 2 anos depois da primeira visita. Em 2010, começamos a construção de um pequeno jardim no monte da família, situado na herdade da família. O sitio não podia ser mais isolado, rodeado de montes e vales, de porcos pretos e vacas. Nesta parte do país, a árvore mais comum é a azinheira (Quercus ilex).
Saí do Algarve convencido que iria ter condições para continuar o trabalho de há 2 anos atrás, por isso levei muitas plantas no carro.
Algo que não esperávamos foi a muita chuva que caiu. É interessante pensar que Barrancos é, talvez, a região mais seca do nosso país, e que durante estes dias não consegui ver céu azul! Algo de que sinto sempre falta, embora reconheça a importância da água.
Mas, mesmo assim, conseguimos avançar mais um pouco com a construção e a plantação do jardim.
Esta região fronteiriça possui uma identidade muito forte e única, própria do seu isolamento, e exemplos disso são o seu dialecto e gastronomia, para não falar de muitas das suas tradições. É sempre um prazer voltar...
Termino com uma foto que mostra bem a nossa riqueza "cultural", pois acho que a festa mencionada deve ser única no mundo... ;-)
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Este é o meu pedido ao pai Natal...
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.
António Gedeão, in 'Movimento Perpétuo'
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Extraterrestre no jardim!
Ainda cheguei a pensar que se tratava de uma pequena palha... Mas prestando um pouco mais de atenção, a "palha" era um louva a Deus (Empusa pennata) que olhava para mim com atenção.
Espero, com este novo blog, continuar o trabalho que tenho vindo a partilhar nos últimos anos e continuar a merecer as vossas visitas.
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