terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Jardim com coração ...



Um coração esculpido na rocha do jardim serviu de mote ao novo desenho do espaço zen do Ludgero. Este é, talvez, um padrão mais português, pois recorda um pouco os corações em filigrana da região do Minho. Um jardim zen é um espaço que pode ser bastante versátil no que respeita aos padrões possíveis, e comigo por perto, pode mudar quase todos os dias! 
Gosto de pensar que um jardim é composto por um coração forte. Este foi esculpido num pequeno afloramento rochoso que esconde uma enorme rocha, sobre o qual a casa e o jardim foram construídos.
Na colagem de fotos podemos vez a mesma rocha antes e depois de ser trabalhado.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Um reboco que vai produzir oxigénio!





No dia em que a primeira flor de clematis desabrochou, fiz uma plantação de musgo no muro recentemente rebocado. A existência de humidade no local, durante uma boa parte do ano, é algo importante a ter em conta e, claro, sombra durante a maior parte do dia.
O processo é bastante fácil, e basta água, algum musgo (se possível com alguma terra agarrada), buttermilk (um derivado do leite conhecido por cá como leitelho ou "natas ácidas" e que pode ser comprado em qualquer supermercado, por ex. no Aldi), e gel desidratado, que obtive do interior de algumas fraldas. Este gel assemelha-se a uma areia branca que, em contacto com a água, fica com um aspeto gelatinoso. 
Estes ingredientes são misturados num liquidificador até se obter uma pasta acastanhada (+/- 30 segundos, dependendo da máquina). O importante é conseguir obter uma pasta homogénea que depois será aplicada onde se pretender, com a ajuda de uma espátula, pincel ou, como eu prefiro, à mão.
As quantidades são as seguintes:
- 500 ml de água 
- 100 ml de nata ácida ou buttermilk
- musgo suficiente para encher o copo da máquina 
- gel de duas fraldas.
 Quase tudo pode ser revestido com esta pasta, deixo-vos aqui algumas ideias: http://www.environmentalgraffiti.com/featured/moss-grass-graffiti/2147?image=3

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Um pequeno espaço zen







Esta semana voltei ao jardim do Ludgero para mais uns dias divertidos, com muita construção à mistura. Desta vez, um enorme tronco de alfarrobeira, todo esburacado, foi usado como vaso e como objeto central num jardim zen. O nosso amigo Ludgero possui uma grande coleção de pequenos vasos com plantas, por isso foi fácil chegar ao passo seguinte, que foi preencher por completo todos os buracos desta "escultura natural" com plantas suculentas, e assim, criar uma bela "ilha" verde no meio de um mar de brita branca. Acho que esta solução é, talvez, a forma mais fácil de criar um espaço diferente, de muito baixa manutenção. 

Deixo aqui mais uma ideia interessante que mistura dois estilos bem distintos, um cenário algo mediterrânico, com um apontamento oriental recorrendo à brita. 
Pessoalmente, gosto da ideia de alterar os desenhos na brita mediante o meu estado de espírito, tirando sempre partido da luz solar e das várias leituras possíveis ao longo do dia, como pode ser observado nas duas últimas fotos. Considero este processo muito relaxante.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Rodeado por plantas suculentas






Se há algo importante num jardim, é torná-lo confortável, e muitas vezes a forma mais fácil é trazer algo do interior da casa para o exterior.
A decoração que foi feita, no novo espaço do jardim, é composta por peças em ferro e uma velha cadeira pintada à mão. Estes elementos vão, certamente, fazer parte do cenário de verão para este novo recanto.
Este pequeno espaço, sob a sombra de uma alfarrobeira, é composto sobretudo por plantas suculentas. Além disso, há alguns anos escavei na rocha desta área um pequeno lago que alimenta um repuxo, com a ajuda de uma pequena bomba de água, acompanhado, por vezes, pelo coaxar de algumas rãs residentes, proporcionando um ambiente relaxante e adequado às tardes quentes de verão.  
A raiz que trouxe para a Catita, e que mostrei no último post, parece ter encontrado um lugar mais digno para terminar os seus dias.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Trabalho do dia







Já há algum tempo que queria preparar um muro para depois "semeá-lo" com musgo. Primeiro construí o muro que recebeu um reboco, que foi aplicado à mão, a fim de criar uma superfície bastante irregular e áspera, ideal para a fixação da pasta verde que irá dar origem ao musgo. O local escolhido é bastante húmido e sombrio, onde já existe uma grande rocha coberta de verde, portanto não será difícil obter o mesmo resultado. Agora só tenho que deixar secar o reboco para depois aplicar a pasta verde.
Mais um pouco e o arco-íris terminava no jardim da Catita, e eu com umas mãos algo esfoliadas e sem calos ;-)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Mais alguns troféus de "caça"






O dia de hoje ficou marcado por mais duas novidades na Catita. Durante a manhã, encontrei mais uma fantástica  raiz de amendoeira que quase tive a necessidade de a cortar, para conseguir passar na porta do jardim. Depois de muitas acrobacias, ela passou finalmente e agora só falta encontrar um espaço digno para esta escultura natural e 100% biodegradável. Mais uma para juntar a outras existentes no local.
E porque começa a ser altura para transplantações de plantas, resolvi acrescentar, à já longa lista de plantas autóctones que compõem o jardim, um perfumado jasmineiro dos montes (Jasminum fruticans l.) Como não necessita de grandes cuidados, e como tem um longo período de floração, composto por pequenas flores amarelas muito perfumadas, acho-o perfeito para o jardim. Esta é uma das plantas que crescem nos nossos matos e com interesse ornamental.
Para os que têm acompanhado o seu crescimento, uma foto das botas com o aspeto atual. Deve faltar pouco para deixamos de as ver...

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Mais um espelho do lixo





Este fim de semana fiz mais um achado. Desta vez, estava um espelho em bom estado de conservação à minha espera no lixo.
Gosto de usar espelhos no jardim, e locais onde posso usá-los, é coisa que não falta. A foto do espelho foi tirada já no jardim, e a única coisa que fiz foi limpar o pó.  
As restantes fotos têm em comum outros achados feitos no passado e a sua aplicação no jardim. 
Posso ser considerado extravagante quando uso cristais polidos, espelhos e outros objetos no exterior, mas se pensarmos que é quase tudo encontrado junto ao lixo, e depois reutilizado, será que sou mesmo extravagante?
Uma boa semana aos que têm seguido este novo blog.  

sábado, 1 de dezembro de 2012

As novidades do novo blog






Em dezembro de 2010, estive em Miami na Florida e não podia deixar de visitar alguns dos locais conhecidos por exibirem belas construções "art déco". Confesso que fiquei um pouco desiludido com a "banalidade" dos edifícios construídos nos anos trinta, e que atraem todos os anos multidões de turistas de todo o mundo.
Pois bem, acho que chegou o momento de, através do novo blog, divulgar alguns aspetos do nosso "art déco", que tanto influenciou uma época algures entre os anos 1920 e 1950 aqui no Algarve. Espero conseguir fazer um bom levantamento de uma boa parte deste património local e que, aparentemente, tem sido tão ignorado. No blog anterior dei destaque a uma das imagens de marca do Sul do país, as tão peculiares chaminés, e agora irei tentar mostrar o que de melhor existe nesta arquitetura, e como os algarvios o representaram no seu dia-a-dia, em fachadas, interiores das casas e na decoração em geral. 

Uma outra coisa que aproveito para dar a conhecer, diz respeito a um centro de jardinagem que descobri recentemente, e que tem feito as minhas delicias. Localiza-se em Albufeira, mais propriamente junto à EN 125, no cruzamento entre Ferreiras e as Fontaínhas. Para além da excelente seleção de plantas para jardins de baixa manutenção, conta também com a simpatia da Graça, proprietária e apaixonada pelas plantas e animais. Fiquei rendido ao local quando, e para meu espanto, encontro a palmeira dos meus sonhos,  relativamente rara por cá. Falo da famosa Bismarkia nobilis ou palmeira azul e, claro, o preço também me convenceu... 
Sugiro aos seguidores do blog uma visita ao local.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Em dias mais frios, aqueço com pedras maiores...








Temperaturas como as dos últimos dias, são perfeitas para trabalhos mais pesados. Este é, talvez, um dos segredos para se suportar o frio com pouca roupa. Quanto a mim, não só deixo de transpirar, como consigo trabalhar ainda mais, e são dias muito produtivos.
Quem beneficia também com o clima, são as plantas do jardim, em especial as suculentas, como podem ver em algumas das fotos que fiz hoje.
O jardim conta também com muitos pássaros nesta altura do ano. Há de tudo na Catita, mas hoje gostei especialmente da forma descontraída de um chapim enquanto bebia água.
Em relação à aranha, infelizmente esta finou-se, pois um belo charneco de asa azul viu nela um pitéu... 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Somos do tamanho dos nossos sonhos...






Se há coisa de que me orgulho muito, é possuir mãos grandes e conseguir tirar muito partido disso. Esta minha característica física, associada a uma necessidade de criar, faz com que, por vezes, me sinta perdido e inútil quando estou parado, supostamente a descansar ou, por outras palavras, sem fazer nada. 
Reconheço que muito pouco do que faço é com o objetivo de agradar a alguém, e como me considero  muito teimoso, raramente deixo de fazer o que tenho em mente, mas gosto muito de partilhar.  
Descrevo-me como alguém que pensa e trabalha com as mãos, e que tem tenta, sempre que possível, pôr em práticas alguns dos seus sonhos, com um pequeno problema: sou muito desorganizado e incapaz de estar muito tempo a fazer a mesma coisa. 
Busco inspiração em tudo o que me rodeia, mesmo que, como no caso da última foto, tenha que apanhar um assustado escorpião. 
Para muita gente, a minha vida é muito pouco ortodoxa, e talvez algo selvagem, mas só assim faz sentido para mim, pensando com as minhas mãos...    

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

As folhas a cair e o Natal a chegar



Só agora parece ter chegado o momento da desfolhada das figueiras, o que normalmente acontece em outubro. Gosto dos tons dourados das folhas e do som que produzem ao caírem. Durante os próximos meses, elas vão estar despidas, desta forma expondo uma boa parte do jardim, onde agora começam a surgir as plantas e flores de inverno. Enquanto as figueiras e outras plantas vão passar um longo sono de inverno, muitas outras estão precisamente a acordar de um longo e quente verão. Gosto imenso deste contraste anual que o jardim apresenta, e que está muito dependente da quantidade de chuva. A chuva que tem caído fez com que todas as orquídeas selvagens, que existem no espaço, já tenham germinado, algo que não aconteceu no ano anterior.

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