quinta-feira, 10 de abril de 2014

Flores e ninhos por todo o lado...












Com uma boa parte dos meus amigos canadianos de regresso ao seu país, é estranho descrever o que sinto... Algo semelhante àquilo que acho ser a "síndrome do ninho vazio". Foram muitas semanas de bons momentos partilhados, onde a minha necessidades de mostrar o que temos de melhor é correspondida com a deles de conhecer mais e mais. No próximo inverno estarão de volta e eu não vejo a hora para os receber de braços abertos.
Por falar em ninhos vazios, muitos foram os pássaros que, mais uma vez, escolheram o jardim para nidificar, e durante esta semana encontrei várias crias de melro e chapim nos seus primeiros ensaios de voo. Felizmente, estes ficam por cá, se não acho que ainda estaria mais triste ;-)   
Para além das muitas flores do momento, há algo que me abre mais o apetite: os belos figos lampos. Mal posso esperar, pois são os meus favoritos.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Poda e multiplicação de um Aeonium "sunburst"





Esta semana tomei coragem, peguei numa faca, e "decepei" a cabeça a um dos mais belos Aeonium do jardim da Catita. 
A planta em questão, um Aeonium "sunburst", estava prestes a florir e como não possui qualquer rebento, iria acabar por morrer. Este tipo de poda vai fazer com que produza novos rebentos no tronco e assim dar origem a novas planta,s tal como pode ser observado na última foto com um outro Aeonium.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Alguma iluminação solar no jardim



Há alguns anos comprei um velho candeeiro de latão, que acabei por usar como peça decorativa no jardim. Recordo que, na altura, um amigo deixou aqui uma sugestão que passava por electrificá-lo. Pois bem, acho que encontrei uma outra solução bem mais económica e amiga do ambiente. Comprei algumas lâmpadas solares e adaptei-as ao candeeiro e, para isso, substitui os casquilhos existentes pelas lâmpadas solares. Serão apenas luzes de presença e achei que valia apenas mostrar aqui o resultado. 
Numa outra parte do jardim, havia a necessidade de alguma luz também, e vai daí, resolvi pegar em mais duas luzes solares para iluminar uma das terrinas de suculentas que decoram uma mesa na rua. Bem sei que a luz é fraquinha, mas, mesmo assim, é melhor do que nada...          

quinta-feira, 20 de março de 2014

As mantas tradicionais de Reguengos de Monsaraz









Quando há alguns anos comprei uma velha manta alentejana (que pode ser apreciada na colagem), estava longe de imaginar que iria encontrar uma "fábrica" que ainda hoje as faz. 
Durante a minha estadia no castelo de Monsaraz, e ao entrar numa das muitas lojas de artesanato, conheci a proprietária, Mizette Nielsen, e fiquei a saber que era holandesa e apaixonada pelo artesanato alentejano. Por toda a loja havia belíssimas mantas tradicionais, o que me despertou o interesse em saber onde eram feitas e a Mizette contou-me a sua história. Ao comprar, nos finais dos anos 70, uma velha fabrica de lanifícios localizada em Reguengos de Monsaraz, não só conseguiu manter esta tradição, como continua a divulgar mundialmente este património cultural. Esta é talvez a última "fábrica" de mantas alentejanas que sobreviveu ao tempos e tudo se deve à paixão desta holandesa há mais de 30 anos.  
Vale a pena  fazer uma visita ao local...  

sábado, 15 de março de 2014

Foto do dia


A primeira papoila do ano no jardim da Catita.

Monsaraz, do nascer ao pôr do Sol.













Sempre que posso, gosto de regressar a esta histórica vila de Monsaraz, que se tem transformado no meu refúgio de primavera, por alguns dias. Gosto de encantar quem nos visita com aquilo que temos de melhor, e foi o que aconteceu ao grupo de amigos canadianos durante os dois dias em que pernoitamos no interior do castelo de Monsaraz. 
Fazer uma seleção de fotos para vou dar uma ideia do local, é o problema maior, pois muitas foram as centenas tiradas... Por isso resolvi fazer dois posts espero não os maçar com estes belos cenários ;-) 

domingo, 9 de março de 2014

Dias felizes partilhados entre bons amigos















Nas últimas semanas tenho tido o prazer de partilhar o pequeno jardim "botânico" da Casa Catita com amigos "verdes". 
Por estar localizado a sul e junto ao mar, o Algarve é uma das primeiras regiões da Europa a dar as boas vindas à primavera, e estes dias de céu azul e de temperaturas amenas convencem este grupo de Canadianos a voltar, ano após ano, e cada vez em maior número.
Por outro lado, o jardim da Casa Catita já passou a ser visita obrigatória e motivo de conversa no Canadá, e acredito que tem mudado a nossa imagem do outro lado do Atlântico. Da parte deles, há sempre alguma pena e dificuldade em perceber por que razão, estando nós numa região com um clima excelente, não existem mais espaços verdes, mais locais como o jardim da Catita. Poderíamos ter uma exuberância de plantas por aí espalhada, mas ficamo-nos sempre por coisas pouco interessantes, e isto deve-se, talvez, à paixão menor que é a jardinagem para a maioria dos portugueses. É pena...

Entre os visitantes, tive o prazer de mostrar o espaço ao amigo José Santos, um apaixonado por plantas e autor dum belíssimo livro sobre orquídeas, recentemente publicado, e responsável por um igualmente interessante blog...

São dias assim que me dão ainda mais razões para continuar o trabalho que faço e a desenvolver ainda mais estas minhas paixões. 

domingo, 23 de fevereiro de 2014

O último grande nevão florido do Algarve







Após a intensa floração das amendoeiras, em que o branco predomina e que agora chegou ao fim, temos agora mais um "nevão florido", composto por várias plantas e arbustos, dos quais gostaria de salientar duas plantas bem nossas. Muitos são os campos repletos destes arbustos (Retama monosperma) que se encontram em plena floração. São milhões de pequenas flores perfumando o ar e, a meu ver, um dos momentos altos do ano aqui no Algarve.
Outros são os campos, igualmente floridos de branco, mas desta vez por "gaimões" (Asphodelus ramosus), uma outra belíssima planta da nossa flora e que é tão pouco usada pelos nossos "jardineiros". Felizmente começam a surgir empresas cujo objetivo passa pela divulgação e comercialização de sementes destas e muitas outras plantas da nosso flora. Se estiverem interessados, dêem uma olhadela no Sementes de Portugal. 
No jardim da Catita, também se sentem os efeitos deste último nevão florido, mas nas flores brancas dos Galanthus.  

A penúltima foto é da mais recente aquisição para o jardim e que chegou esta semana de Inglaterra. Trata-se de um Aloe polyphylla que, quando mais velho, espero que venha a ter o aspecto da planta da última foto. Este Aloe há muito que era desejado, e acredito que vai fazer parte das curiosidades do jardim.  

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...